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Quem NÃO pode tomar a vacina contra a COVID-19?

Fique atento às exceções dentro de determinados grupos

Desde o último domingo (17/01), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, para uso emergencial, as vacinas contra a COVID-19 do Instituto Butantan, a CoronaVac, e da Fiocruz, em parceria com a AstraZeneca, dando início à campanha de imunização no Brasil.

Apesar da urgência da imunização geral, ainda são necessários estudos complementares com as vacinas para uma parcela específica da população, ressalta o infectologista da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Leonardo Weissmann.

Em caso de dúvidas, sempre é recomendado procurar um profissional da saúde. Desse modo, cada caso pode ser avaliado com cuidado individualmente.

Até o momento, o único grupo que tem restrição prévia ao uso da vacina contra a COVID-19 são os menores de 18 anos. Uma vez que os estudos clínicos não incluíram crianças até o momento.

Em nota divulgada pela Sinovac, laboratório chinês que produziu a CoronaVac, foi anunciado que em breve crianças e adolescentes, entre 3 e 17 anos, começarão a participar de testes.

Não podem tomar a vacina

Gestantes e puérperas

Os dois imunizantes que foram aprovados para uso no Brasil não foram testados em gestantes ou puérperas (mulheres que acabaram de dar à luz e estão amamentando).

Por isso, não existem dados conclusivos até o momento sobre a segurança e eficácia das vacinas contra a COVID-19 para este grupo. Então, é recomendável que elas não tomem a vacina nesta primeira etapa.

Imunossuprimidos

Pacientes em tratamento de câncer (dependendo do tipo de tratamento), transplantados e com doenças autoimunes (tem exceções) não devem tomar a vacina contra a COVID-19.

No caso das pessoas em tratamento de radioterapia ou quimioterapia para qualquer tipo de câncer não devem se vacinar. Uma vez que as doenças estão ativas no corpo e o tratamento debilita o sistema imunológico, este grupo não deve tomar nenhuma vacina, independentemente se for para a COVID-19 ou não.

Já as pessoas transplantadas não devem participar da vacinação, porque depois do procedimento elas tomam imunossupressores. Ou seja, medicamentos que alteram o sistema de defesa do corpo humano.

Pessoas com doença autoimune como o HIV positivas em tratamento com coquetel de medicamentos podem tomar a vacina contra o coronavírus. Já que a terapia retroviral estabelece um equilíbrio no sistema imunológico, este grupo pode ser imunizado sem riscos.

ATENÇÃO! Não devem tomar a vacina contra a COVID-19 as pessoas que estejam com sintomas da doença, mesmo sem o diagnóstico, ou com febre no período de vacinação.

Nesse caso, o organismo já estar tentando agir contra uma infecção. E o efeito do imunizante pode ser diferente do verificado nos estudos clínicos, portanto, não é recomendada a vacinação.

Quem pode tomar a vacina contra a COVID-19

Pessoas com diabetes ou alguma doença cardíaca

O infectologista da Fiocruz, José Cerbino Neto, em entrevista ao Fantástico, afirmou que essas pessoas podem tomar a vacina contra a COVID-19.

O médico acrescentou que essas comorbidades (indivíduo possui alguma doença em conjunto com outra, ou seja, a coexistência de doenças) estão previstas inclusive entre os grupos prioritários, ou seja, os primeiros da fila a serem imunizadas.

Pessoas alérgicas

No geral, as pessoas alérgicas podem tomar qualquer vacina, até mesmo as que estão sendo aprovadas agora. Apenas as pessoas que têm alergia a algum componente específico da vacina contra a COVID-19 não podem tomá-la.

Weissmann acrescenta que a possibilidade de haver reações alérgicas existe com qualquer medicamento ou vacina, contudo que os estudos com os dois imunizantes que serão usados no Brasil comprovaram são seguros.

Quem já foi infectado

De acordo com o que foi apontado por Ésper Kallás, infectologista da USP, em entrevista ao Drauzio Varella, as pessoas que já foram infectadas com o vírus devem ser imunizadas.

A proteção que a vacina da COVID-19 provoca no corpo aparenta ser mais eficiente e diferente da produzida por meio da infecção natural. Além do mais, não existem estudos conclusivos a respeito da durabilidade da proteção natural de uma pessoa que já teve a doença.

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