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Doença da “urina preta” pode estar associada a frutos do mar, informa MAPA

A recomendação do Mapa é consumir apenas frutos do mar que tenham o selo dos órgãos de inspeção oficiais. Saiba mais.

Uma nota de alerta foi emitida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Nela, consta a possibilidade de haver uma relação entre os casos emergentes de doença de Half, também conhecida como “urina preta”, e o consumo de frutos do mar sem o selo dos órgãos oficiais.

Os sintomas relacionados à doença da “urina preta” são: rigidez muscular frequentemente acompanhada do aparecimento de urina escura, que leva a insuficiência renal e, consequentemente, causa um tipo de rabdomiólise. De modo resumido, a rabdomiólise é uma condição de saúde grave.

Ela apresenta a destruição das fibras musculares, levando à liberação dos componentes presentes no interior das células musculares para a corrente sanguínea. Grandes quantidades desses componentes na corrente sanguínea podem resultar em falta de força, diminuição da urina, fadiga muscular e insuficiência renal, caso não seja identificada e tratada.

De acordo com dados do Mapa, divulgados pela Agência Brasil, os primeiros casos da doença de Half registrados no Brasil datam de 2008, com novos registros em 2016 e, agora, em 2021. As contaminações estão relacionadas a peixes de água doce, como o Pacu ou Tambaqui, e salgada, como o Badejo e a Arabaiana.

Além dos peixes, os casos observados pelo ministério neste ano também mostraram relação entre a doença da “urina preta” e o consumo de mariscos e crustáceos. Segundo a pasta, todos os casos de que se tem conhecimento estão sob investigação e acompanhamento de epidemiologistas do Ministério da Saúde.

Os profissionais têm trabalhado junto com os Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) e o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). A maior dificuldade diz respeito à identificação do material contaminado. Até porque a toxina que causa a doença de Half não tem gosto ou cheiro específicos.

Além disso, o fato de as ocorrências terem acontecido em diversos biomas aquáticos e espécies inviabiliza determinar os ambientes e agentes envolvidos. A doença acaba sendo classificada como uma enfermidade emergente por não ser possível especificar sua origem, além de um evento de saúde pública (ESP).

Isso porque a situação pode escalar para um cenário potencial de ameaça à saúde pública. Por hora, as informações que o Mapa pode dar com segurança é que os primeiros sinais e sintomas da contaminação podem se manifestar nas 24 horas após o consumo dos frutos do mar contaminados.

E a forma de prevenção mais eficaz no momento é verificar a procedência dos pescados e outros frutos do mar. É importante checar se esses produtos que estão sendo comercializados possuem o selo dos órgãos de inspeção oficiais.

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