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WhatsApp clonado: o número de golpes têm crescido no Brasil

Mais de 15 mil contas do aplicativo foram vítimas de clonagem no mês de setembro

No último mês de setembro, o número de contas do WhatsApp clonadas no Brasil chegou a 15 mil por dia. Segundo dados de análise do dfndr lab, laboratório de segurança digital da empresa brasileira PSafe.

Segundo a Psafe, estima-se que mais de 473 mil brasileiros tenham sido vítimas do golpe de clonagem só no mês de setembro. São Paulo ocupa a primeira posição na quantidade de ataques, contando com 107 mil pessoas prejudicadas, em seguida o Rio de Janeiro, com 60 mil golpes e Minas Gerais com 43 mil. Em comparação com agosto, o número de vítimas cresceu 25%.

O Instituto de Segurança Pública (ISP) registrou o aumento de 273% nos crimes virtuais no período entre março e agosto. Esse número chega a ser quase quatro vezes maior ao mesmo período do ano passado (2019).

Um áudio divulgado no YouTube contendo um diálogo entre uma vítima e um golpista, mostra como o desfalque acontece. O diretor do dfndr lab, Emilio Simoni, explicou que “o sucesso desta técnica depende da relação estabelecida entre o golpista e a vítima, que tenta ganhar sua confiança, e o mais comum é o pedido de empréstimos e/ou o pagamento de contas. Por isso, a melhor forma de evitar estes ciberataques é a prevenção”.

WhatsApp clonado: Tipos de golpes

Existem variações entre os golpes, mas todos utilizam os dados da vítima para conseguir dinheiro de pessoas próximas a ela, geralmente com o pretexto de um empréstimo ou um depósito para o pagamento de uma conta urgente ou algo parecido.

Uma artimanha envolve o roubo de dados publicados em sites de vendas como Zap Imóveis e OLX. E com esses dados entrar em contato com a vítima e roubar sua conta no WhatsApp enquanto fingem ser representantes dessas plataformas de venda.

Recentemente, especialistas da Kaspersky descobriram que os criminosos utilizam nome de artistas famosos, se passando por organizadores oferendo ingressos grátis para um evento VIP ou show. Por meio de uma ligação dizem ter enviado o código de validação dos ingressos por SMS e demandam que o usuário envie essa numeração, que é o código de confirmação de login do seu WhatsApp.

Alguns utilizam aplicativos espiões, chamados stalkerwares, com os quais espelham todas as conversas da vítima. Este é o mais difícil de ser aplicado, uma vez que a instalação dos aplicativos tem que ser feita manualmente, ou seja, eles precisam ter acesso ao telefone da vítima fisicamente. Portanto, muito cuidado ao entregar o celular desbloqueado para outras pessoas.

Outra prática é a clonagem do número por meio das operadoras de telefonia. Por meio da brecha no mecanismo de verificação de identidade dos call centers das operadoras de telefonia. Os golpistas adquirem chips novos e ligam nessas centrais se passando pelos donos originais dos números, numa suposta tentativa de recuperar um número perdido ou roubado.

Como se proteger de golpes no WhatsApp

Uma das maneiras mais eficazes de proteger o número de uso pessoal e não ter o WhatsApp clonado é ativar a verificação em duas etapas. No qual, para além da senha enviada por SMS, um segundo código (PIN), criado pelo usuário, é necessário para acessar a conta do aplicativo. Basta acessar a opção “Ajustes” no WhatsApp, vá em “Conta” e clique em “confirmação em duas etapas”, assim essa verificação estará ativada.

Outro método, para os celulares de uso pessoal, é a instalação de uma solução de segurança. Ela tem como função alertar uma possível clonagem de WhatsApp em tempo real. E uma recomendação é nunca compartilhar seu código de confirmação (SMS) do WhatsApp com outras pessoas.

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