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Após 30 anos, Collor se desculpa pelos confiscos das poupanças

Fernando Collor, ex-presidente da República, usou suas redes sociais para pedir perdão pelos confiscos das poupanças em 1990. Na última segunda-feira (18/05), via Twitter, o atual senador destacou seu erro e disse que as medidas radicais foram usadas na tentativa de conter a hiperinflação de 80% ao mês.

“Gostaria de pedir perdão a todas aquelas pessoas que foram prejudicadas pelo bloqueio dos ativos”, escreveu. O arrependimento público acontece mais de 30 anos após o anúncio do Plano Collor 1, realizado em 16 de março de 1990.

“Acreditei que aquelas medidas radicais eram o caminho certo. Infelizmente errei”, frisou em seu perfil no Twitter.

Fernando Collor disse que não conseguiu enxergar outra possibilidade na época. De acordo com ele, a situação econômica do país prejudicava os mais pobres e as “pessoas estavam morrendo de fome”.

O plano econômico da época, batizado de “Brasil Novo”, incluía a troca da moeda de cruzado para cruzeiro. Além disso, também constava o congelamento de salários, redução do número de estatais e de funcionários públicos.

Relembrando os confiscos das poupanças

Collor foi o primeiro presidente eleito pelo voto direto, mas a situação nacional não era das melhores. O Brasil enfrentava uma inflação de 84% ao mês e, no governo anterior, nenhum dos três planos econômicos conseguiu equilibrar a balança da crise.

As medidas adotadas por Collor, no ano de 1990, desencadearam um colapso ainda maior na economia. Ademais, o Produto Interno Bruto (PIB) havia despencado para 4,35%, bem como sua popularidade parlamentar.

Muitos brasileiros não aguentaram a pressão promovida pelos confiscos das poupanças. O dinheiro da população ficou bloqueado ao longo de 18 meses. Tal atitude se tornou “a gota d’água” para várias pessoas.

Suspeitas de corrupção nos primeiros instantes do governo de Collor

Como se não bastasse, logo nos primeiros 100 dias de seu governo, Fernando Collor sofreu acusações de envolvimento em esquema de corrupção. Os crimes estariam sendo montados pelo ex-tesoureiro de campanha, Paulo César Farias.

Foi instalada uma CPI para investigar se as denúncias eram verídicas. Com isso, o apoio parlamentar acabou se deteriorando. As medidas econômicas impopulares também agravaram ainda mais a situação. O impeachment foi aprovado por 441 parlamentares, mas Collor acabou renunciando à Presidência em dezembro de 1992.

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