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Aumento de sequestros e roubos não estão ligados com Pix, diz presidente do BC

Roberto Campos Neto descarta Pix e aponta que a diminuição das restrições e maior circulação de pessoas fizeram os crimes aumentarem.

Nesta terça-feira (04/10), o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, negou que o aumento de sequestros e roubos possam estar ligados ao Pix. Para ele, o aumento nos índices de criminalidade faz parte da reabertura econômica e da maior circulação de pessoas nas ruas.

Vale lembrar que o Pix é um serviço criado e mantido pelo Banco Central que permite que qualquer pessoa, desde que com a chave correta, possa fazer transferências instantâneas para diversas contas. Na maioria dos casos, o Pix é totalmente gratuito. A ideia é que a ferramenta possa substituir o DOC e o TED, por exemplo.

Mudanças estão sendo feitas no Pix

Apesar da fala do presidente do órgão, recentemente, o Banco Central aprovou novas medidas do Pix. Desde a segunda-feira (04/10), contas de pessoas físicas ou de MEIs só podem transferir até R$ 1 mil entre as 20h e as 6h da manhã. A medida foi para trazer mais segurança ao usuário.

Além disso, a partir do dia 16 de novembro, outras cinco medidas entrarão em vigor. Bancos e fintechs deverão ampliar as informações relacionadas às chaves Pix dos usuários que fazem transferências.

Um bloqueio de até 72 horas será liberado em caso de repasses considerados suspeitos, sendo que o dono da conta deverá ser avisado sobre as movimentações. Com isso, notificações por suspeita de fraudes também serão emitidas. Haverá marcação da chave Pix e o do número da conta para que outros bancos saibam o que está ocorrendo.

Por fim, o BC também determinou que outros mecanismos de segurança fossem seguidos pelos bancos e fintechs que oferecem o Pix como forma de transferência de recursos. Assim, as instituições também serão responsabilizadas em casos de fraudes ou usos indevidos da plataforma.

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