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Concurso INSS: Federação volta a cobrar reposição de pessoal

A Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) voltou a cobrar do governo um novo concurso INSS.

Em um editorial de 05 de novembro de 2021 ela afirmou que “seria necessário contratar 21 mil novos servidores para atender aos segurados”.

A Federação acrescenta que, apesar de o quadro do INSS estar piorando a cada ano, a partir de 2019 a situação se agravou ainda mais.

Foi em 2019 que ocorreu a aprovação da Reforma Previdenciária. Com ela, a Fenasps enfatiza que “ficou mais difícil se aposentar ou requerer direitos previdenciários no Brasil”.

“Como se isso não bastasse, quase ninguém consegue atendimento nas agências do INSS, devido ao déficit de servidores(as) trabalhando no atendimento”, ressalta o artigo da Fenasps.

Concurso INSS: número de aposentadorias só cresce

Os últimos cinco anos foram decisivos para o aumento do déficit de servidores no INSS.

A Federação estima que aproximadamente “um terço da força de trabalho na autarquia se aposentou” nesse período.

Em contrapartida, o único concurso público ocorrido nesses cinco anos foi o de 2015, com um número de vagas insuficiente para suprir as reais necessidades do órgão.

E não é só isso: o INSS ainda não convocou os aprovados de 2015, causando ainda mais atraso nos processos já em andamento.

“Há uma fila virtual com mais de 1,5 milhão de pessoas esperando para serem atendidas no INSS“, informa a Fenasps.

Situação atual do concurso INSS

Tudo parece indicar que o novo edital do INSS somente deva surgir a partir de 2022. A expectativa é de que o próximo ano (2021) seja de planejamento das necessidades de pessoal.

Somente depois de feito esse levantamento é que o Instituto deverá encaminhar para o Ministério da Economia um pedido de novo concurso.

Atualmente, o INSS está tentando contornar a situação com os servidores temporários (aposentados e militares da reserva). Eles assumiram suas funções a partir de junho de 2020.

Os contratos de trabalho com esses funcionários emergenciais têm previsão de se manterem até 31 de dezembro de 2021.

O último pedido de concurso de que se tem notícia foi feito no ano de 2018 (três anos após a abertura do último edital).

Nesse pedido previa-se o preenchimento de pelo menos 7.888 novas vagas, assim distribuídas:

  • Técnico do Seguro Social (3.984 vagas);
  • Médico Perito (2.212 vagas); e
  • Analista do Seguro Social (1.692 vagas).

Mas a solicitação foi indeferida (negada). O Ministério da Economia alegou que “a atual situação fiscal do país” impedia a autorização de novas seleções para servidores efetivos.

Resta aos candidatos aguardarem por boas notícias a partir de 2021.

Enquanto isso, é importante manter-se focado e estudando para as provas.

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