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Políticos defendem a prorrogação do auxílio emergencial, diz colunista

O colunista de economia e política Valdo Cruz, da GloboNews, afirmou que membros da ala política do Governo de Jair Bolsonaro defendem a prorrogação do auxílio emergencial. Segundo ele, a indefinição sobre o Renda Cidadã – programa que seria um Bolsa Família ampliado – fez com que os políticos começassem a defender a prorrogação do auxílio por mais dois ou três meses no próximo ano.

Porém, assessores da Presidência da República disseram que Jair Bolsonaro ainda não definiu nada sobre o assunto. A expectativa é de que o presidente decida depois do segundo turno das eleições municipais. Na tarde de hoje, 23 de novembro, o ministro da economia Paulo Guedes voltou a afirmar que o auxílio não será prorrogado.

Políticos defendem a prorrogação

Um assessor da presidência teria dito ao colunista que vários políticos defendem a prorrogação do auxílio emergencial: “A decisão é do presidente Bolsonaro e, até agora, ele não tomou uma posição. Deve decidir entre esta e a próxima semana, sabendo da importância do benefício para a população que está em situação de vulnerabilidade”.

Segundo a mesma fonte, as pressões pela extensão do benefício voltaram por conta da esperada segunda onda da pandemia de COVID-19. Mas, é necessário que a presidência agora garanta o cumprimento do teto dos gastos públicos no orçamento da união para 2021. O auxílio emergencial, assim como o estado de calamidade pública no Brasil, acaba no dia 31 de dezembro deste ano.

Enquanto isso, líderes do governo no Congresso Nacional esperam aprovar a PEC Emergencial, que inclui o texto do novo programa social do governo (Renda Cidadã). Mas, a possibilidade de prorrogação do auxílio emergencial tem gerado instabilidade na economia, na última semana o dólar terminou em alta assim como as taxas de juros.

Guedes negou prorrogação

Paulo Guedes afirmou hoje em evento de economia online que o auxílio emergencial não será prorrogado em 2021. Os políticos que defendem a prorrogação querem que ele seja pago até que o Congresso Nacional vote pelas novas medidas de reformulação do Bolsa Família e criação de um novo programa de auxílio governamental.

Se o Renda Cidadã não for aprovado, o Bolsa Família sofrerá um aumento tanto em seu valor mensal como no número de famílias atendidas. A proposta é de que mais 6 milhões de famílias sejam incluídas nos 14 milhões que já recebem o benefício. Além disso, esse passaria de uma mensalidade de R$ 190 para R$ 250. Essa é, inclusive, a proposta defendida por Guedes caso o Renda Cidadã não seja aprovado.

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