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Fila de espera do Bolsa Família chega a 1 milhão de cadastros

Com o fim do auxílio emergencial, a fila de espera do Bolsa Família pode aumentar ainda mais no próximo ano.

Após a diminuição do valor da parcela do auxílio emergencial, de R$600 para R$300, a fila de espera do Bolsa Família chegou a 1 milhão de cadastros, no fim do mês de setembro. O Ministério da Cidadania, por conta da maior cobertura do auxílio, suspendeu a análise dos cadastros na primeira fase das parcelas. Os dados são da Folha de S.Paulo.

Agora, a lista de espera do PBF voltou ao número que estava no fim do ano passado, quando o Governo Federal fez vários cortes e congelou o ingresso no programa de assistência. Inclusive, um dos critérios para conseguir as parcelas de R$300 do auxílio emergencial era não ser membro do Bolsa Família.

Fila de espera do Bolsa Família pode aumentar em 2021

O governo já comunicou que com o fim do estado de calamidade pública no Brasil em 31 de dezembro deste ano, o auxílio emergencial será encerrado. Por enquanto, o Ministério da Economia estuda a criação de um novo auxílio – o Renda Cidadã -, que seria uma espécie de substituto do Bolsa Família. Porém, a ideia é que o novo benefício tenha uma cobertura mais ampla.

Com o fim do auxílio emergencial, a tendência é que a fila de espera do Bolsa Família aumente ainda mais em 2021. O orçamento 2021 para o programa prevê recurso de R$ 32,9 bilhões. Mas, esse aumento não tira o Bolsa Família do sufoco mesmo que agora ele possa atender 15,2 milhões de famílias. Em 2020, mais de 14 milhões de famílias foram contempladas pelo projeto.

Os critérios para receber o Bolsa Família são: a renda de cada um dos membros da família deve ser entre R$ 89 a R$ 178 (no caso de situação de pobreza) ou de até R$ 89, em casos de situação de extrema pobreza. Além disso, a família deve ter em sua composição gestantes, nutrizes (mães que amamentam), crianças e/ou adolescentes até os 17 anos de idade.

O benefício médio do Bolsa Família foi de R$ 191,86 até março deste ano. Com a criação do auxílio emergencial por conta da crise causada pela pandemia de COVID-19, passou a ser mais favorável que as famílias recebessem o auxílio ao invés do Bolsa Família.

Auxílio Emergencial

Criado como uma medida de contenção à crise econômica causada pela pandemia de COVID-10, o auxílio emergencial é focado em trabalhadores autônomos e MEIs, o benefício começou com parcelas de R$600 que desde outubro passaram a ser de R$300, adotando novos critérios para os beneficiários.

Em outubro, um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou que 61% dos beneficiários do auxílio emergencial ficarão sem assistência após o fim do projeto. Os outros 39% são beneficiários do programa Bolsa Família, que têm o benefício garantido por atenderem aos critérios do CadÚnico.

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