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Google Doodle faz justa homenagem a Elizeth Cardoso – a eterna diva da MPB

Homenagem é feita através do Doodle do Google onde o logotipo é modificado com uma animação ou foto do que ou quem será homenageado

Se estivesse viva Elizeth Moreira Cardoso estaria fazendo 101 anos nesta sexta-feira (16) e, seria um patrimônio vivo e testemunha ocular de um dos momentos de ouro da Música Popular Brasileira (MPB) que mostraria o surgimento da Bossa-Nova.

A homenagem feita pelo Google celebra o 101º aniversário desta inesquecível artista de nosso cancioneiro. A homenagem é feita através do Doodle do Google onde o logotipo é modificado com uma animação ou foto do que ou quem será homenageado.

Talento divino, temperamento forte, visão à frente de seu tempo e uma personalidade indiscutivelmente desafiadora para os padrões de sua época. Elizeth Cardoso nasceu no Rio de Janeiro em 16 de julho de 1920 e cresceu em um lar onde o seu pai, Jaime Moreira Cardoso, era seresteiro, tocava muito bem violão e possuía amizade com grandes nomes da música, embora a família não tivesse grandes recursos financeiros.

A pequena Elizeth Cardoso já encantava pela voz desde muito nova e, por isso, o pai sempre a levava para cantar em festas na Zona Norte do Rio, mas nunca vislumbrava uma carreira profissional para a filha. Porém, as coisas começam a mudar quando a família se muda do subúrbio de São Francisco Xavier nas imediações do Morro da Mangueira para uma casa modesta no centro do Rio de Janeiro.

Ali no centro efervescente do Rio ao comemorar o aniversário de 16 anos da talentosa filha, o seu pai, músico bem relacionado, convidou algumas pessoas que qualquer um de nós iríamos querer tê-los em nosso aniversário: Pixinguinha, Dilermando Reis e Jacob do Bandolin. Esse aniversário seria uma espécie de The Voice exclusivo para a jovem adolescente Elizeth Cardoso. Após pedi-la para cantar todos ficaram perplexos com a afinação e a linda voz da jovem, que, não teve aulas formais de canto, mas era tão boa quanto qualquer profissional.

Quem mais se entusiasmou com aquela jovem talentosa foi Jacob do Bandolin, que a convidou para fazer um teste na Rádio Guanabara e passar pelo crivo do proprietário da emissora. Com uma multidão de candidatas Elizeth Cardoso foi aprovada logo que foi ouvida e deixou todas as demais desclassificadas. Logo o pai da cantora foi contra, pois não queria exposição da jovem e temia que ela enveredasse pelo caminho da música como uma profissional. Mas ela sabia o que queria e já havia decidido construir sua história.

A partir de então sua carreira deslanchou e ela se tornou um fenômeno na sua época. Vale lembrar que Elizeth Cardoso era muito fã de Vicente Celestino e sempre cantou suas canções desde criança. A artista começou no choro, enveredou pelo samba-canção com letras sofridas, chamadas de “dor de cotovelo”, conseguiu sucesso, realizando shows em quase todos os países e, depois, migrou para o recente estilo musical que a consagraria – a “Bossa Nova”. A artista apresentou vários programas de rádio, TV e lançou mais de 40 discos em sua carreira.

A vida pessoal foi conturbada com inúmeros relacionamentos que não deram certo, a exemplo dos casos com o lendário jogador Leônidas da Silva e com Ari Valdez, famoso músico, comediante e compositor.

Em 1987 já com netos, bisnetos e uma carreira consolidada a artista passou mal enquanto fazia uma temporada de shows no Japão e foi diagnosticada com um câncer no intestino. Após chegar ao Brasil realizou tratamentos, lutava contra a dor, mas não resistiu e faleceu no dia 7 de maio de 1990 na Clínica Bambina em Botafogo com 79 anos. Seu corpo está sepultado no Cemitério da Ordem do Carmo no bairro do Caju.

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