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Renda Cidadã: Bolsonaro já prevê valores do novo programa

De acordo com o jornalista Lauro Jardim, em coluna publicada pelo jornal O Globo, o presidente Jair Bolsonaro já prevê valores do novo programa de transferência de renda. De acordo com a publicação, o Renda Cidadã terá parcelas de R$ 300,00 e o recado já teria sido dado ao ministro da Economia, Paulo Guedes.

A intenção do presidente é pelo menos igualar os valores das novas parcelas do auxílio emergencial. Com isso, o novo programa poderia substituir o Bolsa Família com valores maiores, consequentemente elevando a popularidade de Bolsonaro nas camadas mais pobres e em regiões como o Norte e Nordeste, proporcionalmente mais dependentes de programas sociais.

Governo precisa encontrar recursos para o Renda Cidadã

No momento, a maior dificuldade da equipe econômica vem sendo a origem dos recursos para o Renda Cidadã. Já se falou em retirar o dinheiro do Fundeb e dos pagamentos de precatórios. Após reação negativa do Congresso e do mercado financeiro, as opções foram descartadas.

A fonte de recursos é muito importante, pois será ela que decidirá o quanto o governo conseguirá pagar aos beneficiários. O cancelamento do Renda Brasil, programa similar ao Renda Cidadã ocorreu justamente porque não houve consenso na origem do dinheiro e o presidente considerou os valores dos pagamentos como sendo baixos.

Discussões só serão retomadas após eleições

As discussões sobre o Renda Cidadã estão paralisadas, no momento, por causa das eleições municipais. O governo e os líderes partidários no Congresso preferiram esfriar as conversas para não influenciar os pleitos. No começo de outubro, Paulo Guedes chegou a declarar que tal fato realmente estava ocorrendo.

“Agora, você está numa temporada política. Faltam 40, 50 dias para uma eleição. Você, a 40, 50 dias da eleição, como é que você vai entrar nessa brigalhada? A 40, 50 dias da eleição, você falar que o Renda Brasil vai ser R$ 300: ‘Não, não dá, é dinheiro demais’. Ah, então vai ser R$ 190: ‘Ah, não pode, lá embaixo também, assim não dá’. Isso é hora de se discutir isso?”, questionou o ministro.

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