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“Pergunta para o vírus”, comenta Bolsonaro sobre prorrogação do auxílio emergencial

Durante uma conversa com grupo de apoiadores, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) expressou a expectativa de que não seja necessário prorrogar o pagamento do auxílio emergencial. O presidente acredita que o novo coronavírus “esteja realmente de partida do Brasil”. Essa conversa aconteceu nesta terça-feira (24/11) em frente ao Palácio do Planalto.

Perguntaram ao presidente se o governo tem a intenção de estender o repasse das parcelas à população. Bolsonaro não negou a possibilidade, mas espera que isso não aconteça. Em resposta a um apoiador disse “pergunta para o vírus”.  Em seguida, ele afirmou que a economia poderia ter quebrado o país caso o governo não houvesse concedido o auxílio emergencial e tomado outras medidas de enfretamento e contenção da COVID-19.

“A gente se prepara para tudo, mas tem que esperar certas coisas acontecerem. Esperamos que não seja necessário porque é sinal de que a economia vai pegar e não teremos novos confinamentos no Brasil”, completou o presidente.

No início da pandemia, Jair Bolsonaro se posicionou de forma contrária ao confinamento total, e a favor de um isolamento vertical. Mas a decisão final foi tomada pelos governadores e prefeitos da federação.

Paulo Guedes sobre a prorrogação do auxílio emergencial

De acordo com o chefe da economia do governo federal, Paulo Guedes, existe uma grande pressão para que seja autorizada a prorrogação do auxílio emergencial, devido a possibilidade de uma segunda onda de infecções da COVID-19.

“Do ponto de vista do governo não existe a prorrogação do auxílio emergencial. Evidente que há muita pressão política para isso acontecer. É evidente que tem muita gente falando em segunda onda, etc. e nós estamos preparados para reagir a qualquer evidência empírica. Se houver uma evidência empírica, o Brasil tiver de novo mil mortes, tiver uma segunda onda efetivamente, nós já sabemos como reagir, já sabemos os programas que funcionaram melhor”, declarou Guedes.

Paulo Guedes confia que a pandemia esteja em declínio no país e, portanto, não é necessário estender o auxílio emergencial para 2021. “É uma tragédia de dimensões imensas, é terrível essa epidemia que abateu sobre o Brasil […]. Contra evidência empírica, não há muito argumento. Os fatos são que a doença cedeu bastante e a economia voltou com muita força”, afirmou o ministro da economia.

Continuar ou não continuar, eis a questão

Valdo Cruz, colunista de economia e política da GloboNews, disse que membros da ala política do governo estão pedindo pela prorrogação do auxílio emergencial por dois ou três meses em 2021. Esse posicionamento é consequência da não definição do programa Renda Cidadã, que tem por objetivo substituir e ampliar o Bolsa Família.

As demandas enérgicas para a extensão do benefício são resultado do receio de uma segunda onda da pandemia de COVID-19. Contudo, o governo precisa garantir que os gastos públicos não excedam o teto estabelecido no orçamento da União para 2021.

Assim como o benefício emergencial, o estado de calamidade pública no país acaba no dia 31 de dezembro de 2020. Apesar disso, a eminência da prorrogação do auxílio emergencial tem ocasionado instabilidade na economia, na cotação do dólar e nas taxas de juros terminaram em alta na última semana.

Os assessores da Presidência da República declararam que Jair Bolsonaro ainda não determinou uma decisão final sobre o assunto. As discussões sobre a hipótese de extensão do benefício devem ser retomadas depois do segundo turno das eleições municipais.

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