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Dólar sobe e fecha a R$ 5,65 após demissão de Moro

Durante negociação, dólar sobe até R$ 5,7469, mas encerra o dia por R$ 5,6573 com alta de 2,33%.

Toda a tensão vivida no governo brasileiro nesta sexta-feira (24) refletiu na cotação do dólar. Isso mesmo, durante o anúncio da saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça, o dólar sobe e bate novo recorde histórico, chegando a passar dos R$ 5,70 durante as negociações.

Ainda dentro do cenário econômico, a tensão política interferiu na Bovespa, que fechou em forte queda, com mais de 9% durante pregão.

Apesar das oscilações, ao final do dia, o dólar sobe 2,33% e é vendido por R$ 5,6573.

O ano de 2020, tem sido um cenário adverso à economia, com juros baixos, o dólar acumula alta de 41,09%. Apenas no mês abril, a alta acumulada já é de 8,88%.

Dólar sobe após tensão política

O mercado financeiro, como era esperado, reagiu de forma negativa à saída do então ministro Sérgio Moro. Isso é justificado por entender que representa mais tensões políticas dentro do governo e pode acabar piorando a avaliação do presidente Jair Bolsonaro.

É importante destacar que Moro estava entre os ministros mais bem avaliados pela população e representava o símbolo de combate à corrupção que muitos defendiam. Para alguns era o símbolo de confiabilidade do governo.

Com a saída de Moro, especulações são iniciadas quanto a permanência do ministro da economia, Paulo Guedes. Isso acaba provocando mais instabilidade, mas ainda não há confirmações de outras mudanças no governo.

Durante o seu discurso, anunciando a saída do governo, Moro fez duras críticas ao Presidente e, mesmo sem citar nomes, elogiou governo de Dilma Rousseff quanto à abordagem e autonomia concedida para a PF, mas frisou os problemas quanto a corrupção.

Gasto no exterior é o menor em 13 anos

As despesas de brasileiros no exterior somaram US$ 612 milhões em março, sendo o menor valor registrado deste 2007. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (24) pelo Banco Central, mas isso não é reflexo apenas da instabilidade do governo.

Além da alta do dólar, o recuo tem direta interferência por conta razão das tensões sobre a pandemia do novo coronavírus e o fechamento das fronteiras.

Em março do ano passado, as despesas no exterior totalizaram US$ 1,327 bilhão. Isso evidencia que a queda, em comparação a 2019, foi de 53,9%.

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