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No Plano Safra 2021/2022, contratação de crédito chega a R$ 97,7 bilhões

Com relação à Região Sul, os produtores rurais são os que mais contrataram financiamentos até o momento pelo Plano Safra 2021/2022.

A Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou o balanço do crédito rural. Nele, constam dados sobre os primeiros três meses da operação do Plano Safra 2021/2022. Foram contratados cerca de R$ 97,75 bilhões pelos produtores rurais, as cooperativas e a agroindústria.

Os financiamentos foram destinados as atividades agropecuárias, florestais, aquícolas e pesqueiras. Isso corresponde a um incremento de 37% quando comparado ao ano anterior. Valores que representam mais de 668 mil contratos, ou seja, +3%.

O balanço que foi divulgado na terça-feira, dia 5 de outubro, mostrou ainda que os “financiamentos em investimentos registraram o maior crescimento em relação ao mesmo período do plano anterior (59%), com R$ 29,49 bilhões e 329 mil contratos firmados. As operações de custeio tiveram um alcance em média de R$ 52,69 bilhões e 333 mil contratos, incremento de 27% e 6%”.

De acordo com informações do ministério, a procura por financiamentos de comercialização aumentou em 34%, representando R$ 8,28 bilhões. Já a procura da industrialização foi de +42%, representando R$ 7,2 bilhões. Com relação aos os programas de investimentos, os destaques na atual safra foram:

  • Moderfrota alcançou a maior parcela dos recursos programados de 66%;
  • Depois, o Procap-Agro com 50%;
  • Já outras linhas/programas tiveram 45%.

Segundo o balanço, as fontes de recursos mais utilizadas pelas instituições financeiras na contratação do crédito, entre julho a setembro, foram os “Recursos Obrigatórios”. Os valores somam R$ 28,63 bilhões, uma alta de 71%. Depois, veio a “Poupança Rural Controlada”, com valores de R$ 21,97 bilhões, ou seja, +5%. Por fim, a “Poupança Rural Livre”, com valores de R$ 17,91 bilhões.

As três juntas tiveram 69% de participação no valor dos financiamentos rurais. A única fonte que teve decréscimo foram as “Letras de Crédito do Agronegócio”, com recursos não controlados. O valor foi de -46% das liberações quando comparadas à safra anterior, o que representou R$ 4,03 bilhões.

Balanço por regiões

O estudo também mostrou o levantamento em cada uma das regiões do Brasil. Com relação à Região Sul, os produtores rurais são os que mais contrataram financiamentos. Foram mais de 277 contratos, e os valores são de R$ 36,90 bilhões. Representando, respectivamente, 42% e 38% do total nacional.

Também teve uma demanda grande de financiamentos rurais para a Região Norte, apresentando uma alta de 64% no valor e, com relação aos contratos, aumento de 46%. Na Região Nordeste, o aumento foi de 34% no valor, mas o balanço também mostrou que os contratos reduziram 5% nessa parte do país.

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