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Itapemirim: empresa nova no ramo da aviação vai contratar 600 profissionais

A Itapemirim irá abriu processo seletivo com oferta de 600 vagas para sua nova empresa, a Ita Transporte Aéreos. A companhia é tradicional no ramo de transportes rodoviários e agora se prepara para voltar para a aviação.

A estimativa é de que a Ita Transportes Aéreos comece suas operações em 2021, com 10 aeronaves e em 16 aeroportos brasileiros. A empresa passa atualmente por um processo de recuperação judicial.

Operações da Ita Transporte Aéreos

As vagas são para pilotos, copilotos, técnicos de aeronave e comissários de bordo. A Ita Transportes Aéreos irá ter hubs (concentradores de rede) nos aeroportos do Galeão no Rio de Janeiro, de Guarulhos em São Paulo, Presidente Juscelino Kubitschek no Distrito Federal e um aeroporto no nordeste ainda não anunciado.

A empresa ainda aguarda a aprovação da Anac, Agência Nacional de Aviação Civil, para poder iniciar suas operações.

O CEO da companhia, Rodrigo Vilaça, informou que “a empresa arrendou 10 aeronaves Airbus 32, sendo que três delas serão entregues ainda este ano. Para cada avião “amarelo ouro”, como são chamados por conta da cor, serão necessários 67 profissionais.

Com a chegada dos jatos, naturalmente vamos contratar mais profissionais. Nossa operação no Brasil será gradativa”.

A Itapemirim já havia tentando voltar para o ramo da aviação em 2017. Naquela época, a empresa pretendia comprar a Passaredo. A negociação entre as duas acabou sendo cancelada por problemas de contrato. “Mesmo com a pandemia, entendemos que temos um leque de oportunidades para lançar um projeto de aviação nacional”, afirmou o CEO.

Crise

A pandemia de COVID-19 causou uma crise no setor de transportes aéreos, segundo a Associação Internacional de Transportes Aéreos os prejuízos só serão recuperados em 2022. Além disso, a Itapemirim enfrenta sua própria crise, a companhia passa por um processo de recuperação judicial desde 2016.

Para pagar dívidas e acertos de servidores demitidos, a empresa está leiloando veículos de sua frota terrestre.

De acordo com Rodrigo Vilaça, “a recuperação judicial está desassociada da companhia área. É uma empresa nova e livre de qualquer dívida. Vamos somar uma base sólida a uma operação consistente”.

Itapemirim Cargo

De 1990 a 2000, a Itapemirim já havia operado no setor aéreo com a Itapemirim Cargo, empresa que fazia transporte de cargas.

Na época, a filial fazia rotas domésticas brasileiras que passavam por Campinas (Viracopos), Manaus (Eduardo Gomes), São Paulo (Galeão), Recife (Gilberto Freyre) e Fortaleza (Pinto Martins).

A empresa operava com as aeronaves Boeing 727-100F e Cessna 208 Caravan. Com sede no Rio de Janeiro, a Itapemirim Cargo teve sua licença cancelada pelo antigo Departamento de Aviação Civil – DAP por não possuir mais frota área.

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