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Estudo aponta que coronavírus sofreu mutação e pode estar mais contagioso

Mutações são normais de acontecerem com os vírus, mas estudo aponta que o novo coronavírus pode se tornar mais contagioso.

Os vírus vivem em constantes mutações, que são registradas durante o seu processo de reprodução, e isso não é diferente em relação ao novo coronavírus (SARS-CoV-2). Assim, estudo aponta que já foram identificados diferentes tipos do vírus da COVID-19 espalhados pelo mundo, que apresentam pequenas variações genéticas em sua composição.

Para se reproduzir, o vírus utiliza o material genético da célula para replicar novos patógenos, mas nesse processo pode gerar uma cópia diferente com pequenas alterações em relação à original. Dessa forma, quanto mais pessoas tiverem COVID-19, mais novos tipos do vírus podem ser formados.

O primeiro caso do novo coronavírus foi registrado em Wuhan, na província de Hubei, República Popular da China, ainda em 2019. Após isso, conseguiu de forma rápida chegar a todos os continentes do mundo e já soma milhares de registro de óbitos.

Estudo aponta mutações na COVID-19

O estudo realizado pelos pesquisadores de Los Alamos National Laboratory, que pertence ao governo dos EUA, reconhecem o genoma do Sars-CoV-2, que é o vírus por trás da doença COVID-19, mas alerta sobre suas mutações.

Embora a diversidade observada entre as sequências pandêmicas de SARS-CoV-2 seja baixa, o que preocupa é sua rápida capacidade de disseminação global. O vírus tem encontrado oportunidades para de desenvolver e evoluir e, por isso, estudo aponta a necessidade da vacina contra a COVID-19 o mais rápido.

Outra pesquisa sugere que o vírus tem passado por mutações que aumentam sua capacidade infecciosa. O estudo conduzido por cientistas da Universidade de Zhejiang, na China e submetido para revisão no site medRxiv, analisou mutações em 11 amostras coletadas de pacientes da doença e foram encontradas 33 mutações no genoma do coronavírus, mas 19 delas eram novas.

A partir daí, os cientistas identificaram diferenças nas cargas virais de pacientes com diferentes cepas, o que pode significar uma “evidência de que a síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2) ganhou mutações capazes de alterar substancialmente a sua patogenicidade”.

Apesar disso, os estudos ainda não revelam um posicionamento final, mas apontam evidências em comum. A cada nova mutação, mais contagioso e talvez mais grave o novo coronavírus se torne.

O que essas mudanças podem significar na batalha contra o vírus?

Caso a pandemia dure muito tempo e não seja descoberta uma vacina contra a COVID-19, isso pode gerar um acúmulo grande de mutações. Com isso, uma vacina que seja criada para lidar com as primeiras versões da doença, pode não servir para todas as demais.

Os coronavírus costumam apresentar taxas de mutação bem menores do que outros tipos de vírus, como o da gripe, por exemplo, mas seu problema é a alta proliferação do SARS-CoV-2. A estimativa é de que o SARS-CoV-2 sofra uma nova mutação, em média, a cada 15 dias.

Com isso, as recomendações da Organização Mundial da Saúde devem ser adotadas, como o distanciamento social, além do uso de máscaras e atenção à higiene. Com a paralisação no contágio da COVID-19, haverá uma diminuição no número de mutações e, assim poderá ser mais facilmente controlado.

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