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Não há provas de que curados do coronavírus sejam imunes em nova infecção, afirma OMS

Não há provas contundentes de que os curados do coronavírus sejam imunes à segunda infecção! O alerta foi publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no final do mês de abril. Mesmo que já existam pesquisas nesse sentido, não foi possível confirmar que os anticorpos consigam proteger o sistema imunológico.

Uma nova infecção do novo coronavírus pode desencadear os mesmos problemas evidenciados no primeiro contágio. Inclusive, a emissão de “passaportes de imunidade” pode colaborar com o aumento do risco de ainda mais propagação da COVID-19.

“Muitos dos estudos mostraram que as pessoas que se recuperaram da infecção têm anticorpos para o vírus. No entanto, alguns deles têm níveis extremamente baixos de anticorpos neutralizantes no sangue”, informou a entidade.

Além disso, a OMS também confirmou que nenhum pesquisador conseguiu avaliar se a presença de anticorpo pode conceder a imunidade. Os estudos foram realizados até o final de abril de 2020.

“Passaporte de imunidade” aos curados do coronavírus

O comunicado da OMS destinou-se especialmente aos governos que têm defendido a emissão de “passaportes de imunidade”. Essa possibilidade chegou a ser cogitada no Chile, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Espanha e Brasil.

Paulo Guedes já citou o recurso como forma de retomar as atividades não essenciais que adotaram normas de isolamento social. O passaporte de imunidade excluiria todas as medidas de restrição aos curados do coronavírus, conforme informações da Agência Italiana de Notícias (ANSA).

De acordo com a Universidade Johns Hopkins, o coronavírus já infectou 3,25 milhões de pessoas no mundo e causou a morte de mais de 233 mil (dados consultados no dia 05 de maio de 2020).

“As pessoas que assumem que estão imunes a uma segunda infecção porque receberam um resultado positivo no teste podem ignorar os conselhos de saúde pública. O uso de tais certificados pode, portanto, aumentar os riscos de transmissão continuada”, ressaltou a OMS.

Os representantes da ANSA ainda lembram que o desenvolvimento da imunidade é um processo de várias etapas. Geralmente, ocorre de uma a duas semanas.

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