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Fim do auxílio emergencial pode dobrar o nível de fome no Brasil

O ex-diretor da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, falou sobre o fim do auxílio emergencial. O professor e agrônomo acredita que acabar com os pagamentos do benefício pode gerar uma crise alimentar. Segundo ele, é possível que, ao acabar com o programa, os níveis de fome aumentem.

Graziano, considerado “pai” do Fome Zero, já ganhou prêmio Nobel da Paz pela luta contra a fome. Ele ainda comparou a futura situação do Brasil sem a ajuda governamental com problemas do continente problemas do continente africano no século passado. O ex-diretor da FAO acredita que o nível de fome pode dobrar no país com o corte do benefício.

Em sua análise, a crise econômica gerada pela pandemia de coronavírus colocou o Brasil de volta no Mapa Mundial da Fome. Outro fator para isso ter acontecido foi o desmonte de políticas sociais. Sendo assim, o fim do auxílio emergencial ou o corte em seu valor irá colaborar para o agravamento da situação.

“Veja o caso brasileiro: antes da pandemia, essa faixa de pessoas mais vulneráveis já era de 15 milhões. Esse número pode dobrar facilmente se o auxílio emergencial for cortado ou o seu valor for insuficiente para comprar a cesta básica, especialmente no caso de se continuar a escalada inflacionária dos alimentos básicos, como se percebe atualmente”, afirmou.

Tendo todos esses fatores em vista, Graziano divulgou acerca da criação do Instituto Fome Zero. A inauguração está marcada para acontecer no próximo dia 16 de outubro de 2020, nesta sexta-feira. De acordo com ele, a entidade será voltada no apoio à elaboração de políticas públicas de segurança alimentar.

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