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Voto impresso no Brasil? Bolsonaro deverá apresentar proposta ao Congresso

Em live realizada na última quinta-feira (05/11), Jair Bolsonaro informou que trabalhará para o retorno do voto impresso no Brasil. O presidente disse que o governo possui um estudo “bastante avançado” para ter um sistema eleitoral “mais confiável em 2022”. Vale lembrar que o país usa sistema eletrônico desde 1996.

“Nós temos, sim, já está bastante avançado, o estudo (para propor o voto impresso). A gente espera, no ano que vem, entrar, mergulhar na Câmara e no Senado, para que a gente possa, realmente, ter um sistema eleitoral confiável em 2022. (…) “Nós devemos, sim, ver o que acontece em outros países, e buscar um sistema que seja confiável por ocasião das eleições”, explicou Bolsonaro.

Durante a mesma transmissão, o presidente defendeu que a PEC 135/2019 seja analisada pelo Congresso. O texto, idealizado pela deputada Bia Kicis (PSL-DF), prevê que as cédulas de papel possam ser conferidas pelos eleitores. Elas seriam depositadas em urnas indevassáveis, sem contato manual, para fins de auditoria.

Presidente do TSE diz que voto impresso no Brasil “seria retrocesso”

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, disse que retornar ao voto impresso no Brasil “seria um retrocesso”. Seu pronunciamento aconteceu durante participação no 8º Fórum Liberdade e Democracia, em Vitória/ES.

“Retornar ao voto impresso é um retrocesso, é como comprar um videocassete. Meu único incômodo com as urnas é o custo delas. Temos 500 mil, custa 700 milhões de reais, a cada eleição temos que trocar 100 mil delas”, disse Barroso ao longo do evento, que foi realizado no dia 05 de novembro de 2020.

O ministro participou como observador convidado nas eleições norte-americanas, onde o voto é impresso. “Não tenho a pretensão de ter algo a ensinar. O que eu acho é que precisamos mudar para o sistema distrital misto com urgência”, explicou. De acordo com estimativas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os votos impressos no Brasil teriam, em 10 anos, um custo de R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos.

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