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Sem Renda Cidadã, brasileiros preferem prorrogação do auxílio emergencial

Uma nova pesquisa realizada pela parceria XP/Ipespe mostrou que os brasileiros preferem a prorrogação do Auxílio Emergencial se ficarem sem Renda Cidadã, caso esse não seja aprovado. Criado para se tornar um “substituto” do Bolsa Família, o novo projeto do governo de Jair Bolsonaro passa por dificuldades em seu orçamento.

Os dados do apuramento foram coletados entre os dias 8 e 11 de outubro deste ano. Segundo as instituições responsáveis, 68% dos entrevistados se disseram a favor da extensão do auxílio emergencial caso o Renda Cidadã não seja aprovado no Congresso Nacional.

Pesquisa XP/Ipespe

Já 27% dos entrevistados se disseram contra a extensão do auxílio caso fiquem sem Renda Cidadã. Os outros 4% não responderam. Ao todo mil pessoas foram consultadas por meio de ligações telefônicas. A margem de erro da pesquisa é de 3,2 pontos, para cima ou para baixo.

Das pessoas que responderam, 65% de quem não recebeu o auxílio emergencial acha que ele deve ser prorrogado, já 30% são contrário a prorrogação caso não haja Renda Cidadã. 42% do total de entrevistados disse que um familiar, que mora na mesma casa, recebeu o auxílio emergencial.

Apenas 22% dos entrevistados que receberam alguma das parcelas do Auxílio Emergencial disse que acha que vai receber novas parcelas, caso ele seja estendido. 47% acha que não vai receber as novas parcelas e 31% não quiseram ou não souberam responder.

Auxílio Emergencial

O auxílio emergencial foi criado como uma medida de contenção à crise econômica causada pela pandemia de COVID-10. Focado em trabalhadores autônomos e MEIs, o benefício começou com parcelas de R$600 que desde outubro passaram a ser de R$300, adotando novos critérios para os beneficiários.

Qual a chance dos brasileiros ficarem sem Renda Cidadã?

A proposta do Ministério da Economia para unificação de benefícios fornecidos pelo Governo Federal, o Renda Cidadã, vem enfrentando problemas desde que foi anunciado. Primeiro, o projeto foi anunciado como uma “extensão do auxílio emergencial”, e depois como o “substituto do Bolsa Família”. Mas, diferente de seu antecessor o Renda Cidadã custaria até 30 bilhões de reais aos cofres públicos (o PBF custa apenas 5 bilhões).

Para aprovar o novo programa de auxílio, a equipe econômica de Paulo Guedes procurou nos últimos meses diversas soluções ao grande custo que ele exigiria do Governo Federal. A mais recente é corte de cerca de 3 milhões de famílias do projeto, que inicialmente atenderia 20 milhões de famílias e agora passaria a atender somente 17 milhões. Isso diminuiria o gasto do Renda Cidadã em 17,5 bilhões de reais.

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