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Guedes admite desaceleração de empregos em 2020 e corte de 300 mil vagas

Nesta segunda-feira (23/11), o ministro Paulo Guedes informou que haverá desaceleração de empregos ainda em 2020. Pelo menos 300 mil vagas deverão ser perdidas no mercado de trabalho, levando em conta o saldo negativo de todo o ano vigente. Considerando os últimos três meses (agosto, setembro e outubro), o ritmo de vínculos empregatícios tenderá a sofrer uma queda considerável.

“O Brasil criou empregos. Eu nem acredito que vá continuar nesse ritmo tão acelerado. É provável que dê uma desacelerada. (…) Nós possivelmente vamos chegar ao fim deste ano perdendo 300 mil empregos”, afirmou Paulo Guedes durante seminário virtual da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).

Desaceleração em empregos até o fim de 2020

Até setembro de 2020, o país sofreu uma perda líquida (cálculo entre admissões e demissões) de 558 mil vínculos formais. A desaceleração de empregos também foi registrada de março a junho, com o fechamento dos setores econômicos devido à pandemia da COVID-19.

Por outro lado, Paulo Guedes disse que a recuperação da indústria nacional está relacionada com o atual patamar do câmbio. “O juro bem mais baixo e o câmbio lá em cima. Isso está estimulando as exportações, protegendo os mercados locais contra exportações externas no meio dessa crise”, explicou no seminário virtual.

Retomada sustentável

De acordo com o ministro da Economia, a missão de 2021 será transformar a “recuperação cíclica” em uma retomada sustentável. A ampliação da capacidade produtiva, aliada ao aumento da produtividade e salário dos trabalhadores, tende a fornecer ajuda no combate à crise do ano que vem.

Para que isso aconteça, Guedes informou que serão necessárias as reformas estruturais, como o Pacto Federativo e a mudanças nas normas tributárias. “Vamos reduzir os impostos sobre as empresas, vamos simplificar os impostos, vamos para o imposto de valor adicionado. Então estamos no caminho certo, temos que perseverar, ter disciplina, e voltar às reformas estruturantes”, argumentou.

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