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Vacina da Pfizer é segura em crianças de 5 a 11 anos, afirmam fabricantes

Ainda neste ano, devem ser apresentados os resultados dos estudos com crianças entre seis meses e cinco anos. Confira detalhes.

As fabricantes Pfizer e a BioNTech divulgaram um estudo em que comprovam a segurança das doses do imunizante contra COVID-19, levando em conta as crianças de cinco a 11 anos. Os dois laboratórios, que são responsáveis pela produção da vacina da Pfizer, fizeram o anúncio nesta segunda-feira, dia 20 de setembro. Os dados foram reunidos com base na pesquisa que foi realizada com o grupo de crianças dessa faixa etária.

De acordo com informações do portal Correio Braziliense, essa foi a primeira pesquisa realizada em grupos de crianças de cinco a 11 anos. As fabricantes informaram que a aplicação da dose da Pfizer foi menor do que normalmente é administrada contra a doença. Os resultados foram bem equivalentes aos dos adolescentes entre 12 e 16 anos.

Esses resultados preliminares dizem respeito a um estudo realizado com 4,5 mil crianças na faixa etária de seis meses e 11 anos, nos países da Finlândia, Espanha, Estados Unidos e Polônia. Ainda neste ano, devem ser apresentados os resultados dos estudos com crianças entre seis meses até cinco anos.

Pfizer é suspensa para adolescentes maiores de 12 anos

No Brasil, o imunizante da Pfizer foi autorizado para maiores de 12 anos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Na semana passada, o Ministério da Saúde retirou a recomendação para adolescentes. Essa mudança foi anunciada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e gerou grande discussão porque o imunizante já vinha sendo administrado em muitos estados.

No portal do Ministério da Saúde, a recomendação é de que a vacina seja administrada em adolescentes entre 12 e 17 anos, desde que tenham comorbidades. Na semana passada, o ministro explicou os motivos de suspender a vacinação nessa faixa de idade.

“O Ministério da Saúde pode rever a sua posição, desde que haja evidências científicas sólidas em relação à vacinação em adolescentes sem comorbidades. Por enquanto, por uma questão de cautela, nós temos eventos adversos a serem investigados. Nós temos essas crianças e adolescentes que tomaram essas vacinas que não estavam recomendadas para eles. Nós temos que acompanhar esses adolescentes”, concluiu Queiroga.

O Ministério da Saúde esclareceu que orientação foi baseada em “evidências científicas que consideram o baixo risco de óbitos ou casos mais graves da Covid-19 neste público. Entre os adolescentes, de 15 a 19 anos, que morreram por Covid-19, 70% tinham pelo menos um fator de risco. Entre os mais de 20 milhões de adolescentes brasileiros, apenas 3,4% têm alguma comorbidade, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019”.

Também está sendo esperado o resultado da investigação da morte de uma adolescente de 16 anos, que residia em São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo. Ela foi vacinada e, logo depois, acabou morrendo. O caso foi notificado no dia 15 de setembro e ainda não é possível saber se a morte dela teve alguma relação direta com a vacina – ou se tinha um fator de risco que não se conhecia.

A Vigilância Sanitária de São Paulo e o Ministério da Saúde estão investigando.
Já foram notificados 1.545 efeitos adversos logo após a vacinação contra a COVID-19 nos adolescentes. Mas o próprio Ministério da Saúde admite que ainda não pode dizer se os casos tiveram relação com o imunizante aplicado.

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