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Efeitos da pandemia na educação: estudo mostra aumento na desigualdade de acesso

Na última terça-feira, dia 20 de outubro, A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou uma pesquisa sobre os efeitos da pandemia na educação brasileira. Os dados apontam que os estudantes do país tiveram menos horas/aula do que o estabelecido pela Lei de Diretrizes Básicas da Educação (LDBE).

“A desigualdade educacional, que caía havia pelo menos 40 anos, vai aumentar agora na pandemia”, disse o pesquisador Marcelo Neri ao jornal Estadão. O levantamento indicou que todas as classes sociais sentiram o impacto da COVID-19 na educação, mas as dificuldades foram ainda mais intensas para os estudantes de classe baixa.

Isso porque muitos deles enfrentam barreiras financeiras para acompanhar as aulas remotas. Os alunos das unidades familiares mais pobres do Brasil, com renda per capita de até R$ 245, foram os que menos receberam atividades e frequentaram às escolas.

“O fato de que o Ministério da Educação (MEC) até agora só gastou R$ 479 milhões no combate à pandemia, enquanto o Ministério da Saúde, por exemplo, gastou R$ 34,3 bilhões e o Ministério da Economia gastou R$ 168,5 bilhões, já revela que a educação não foi vista como uma área prioritária pelo Governo Federal neste momento”, avaliou.

Acompanhe a matéria completa e fique por dentro de mais detalhes sobre o estudo ‘O Tempo para a Escola na Pandemia’, que foi elaborado pelos pesquisadores Manuel Camillo Osorio e Marcelo Neri. Não se esqueça de conferir outros conteúdos de nosso site. Veiculamos as principais notícias nacionais e internacionais!

Efeitos da pandemia na educação: desigualdades variam conforme as regiões do Brasil

Existem diferenças consideráveis entre as regiões do país. No entanto, mesmo no melhor dos cenários, os números permanecem abaixo do esperado. “A análise territorial para o grupo de 06 a 15 anos mostra que o Acre é a última colocada entre as Unidades da Federação, com menos da metade do tempo para escola do líder Distrito Federal (1,29 e 2,96, respectivamente)”, explicou Marcelo Neri.

Os problemas de conectividade também foram destacados pelos pesquisadores da FGV, especialmente no contexto dos estudantes da rede pública. Em estimativas feitas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) de 2018, 16% dos alunos de nível fundamental (4,35 milhões) e 10% de nível médio (780 mil) não possuíam acesso à internet. Isso reflete diretamente no aproveitamento do ensino remoto.

“A falta de atividades escolares pelos estudantes é mais relacionada à inexistência de oferta por parte das redes escolares do que a problemas de demanda dos próprios alunos”, disse. “Enquanto 13,5% dos estudantes de 6 a 15 anos não receberam materiais dos gestores educacionais e professores. Apenas 2,88% não utilizaram os materiais que receberam por alguma razão pessoal”.

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