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Auxílio emergencial prorrogado? Veja o que diz Secretário do Tesouro

Nesta terça-feira (24/11), o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, falou sobre a prorrogação do auxílio emergencial. Os comentários sobre o tema foram feitos durante uma audiência pública na Comissão Mista do Congresso Nacional sobre as ações do governo durante a pandemia de coronavírus.

De acordo com Funchal, o orçamento está comprometido e não há espaço para uma nova extensão. O aumento da dívida pública é uma grande preocupação do governo. Uma renovação do benefício poderia dificultar ainda mais o controle dos gastos.

“Sempre considerando que recurso é muito escasso. Já era escasso antes e agora é praticamente zero de espaço. Aprender e agir, é claro que provavelmente se tiver (prorrogação do auxílio) vai ser algo em escala muito menor”, salientou.

Auxílio serviu para gerar reserva em poupança, diz secretário

Ao mesmo tempo, ele destacou que algumas famílias conseguiram economizar dinheiro com o benefício, guardando parte da quantia na poupança.

“Quando a gente olha o resultado proporcionado pelo auxílio em termos de formação de poupança, você vê que tem ainda, por conta do volume do auxílio, uma poupança das famílias que foi formada, que pode ajudar no início do ano que vem”, disse o secretário.

Sobre o bolsa Família e a economia

Ele também fez questão de lembrar que o Bolsa Família irá seguir firme e forte no ano que vem e muitas pessoas continuarão sendo amparadas. “Mesmo que ela seja assimétrica, ou seja, as famílias mais pobres usaram mais a poupança, provavelmente essas famílias já vão aterrissar no bolsa família. E tem todo o critério de elegibilidade do Bolsa Família”, afirmou Funchal.

Por fim, ele falou sobre a desoneração da folha e a retomada da economia. “À medida que está reduzindo auxílio e aterrissando no Bolsa Família, a economia vai retomando, e é importante uma rampa de acesso, que permita que se tenha uma evolução, mobilidade social, ainda dentro da necessidade de transferência, e indo para o mercado de trabalho. Mas uma agenda importante é da desoneração da folha que vai permitir redução da informalidade”, comentou.

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