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No Auxílio Brasil, milhões podem ter seus benefícios reduzidos; entenda

Para minimizar o impacto da redução, o governo talvez crie um “benefício compensatório de transição” entre os valores de R$ 10 a R$ 173.

Além da redução no valor do benefício, estima-se que 37% dos beneficiários do atual Bolsa Família, cerca de 5,4 milhões de pessoas, não terão acesso ao aumento prometido pelo governo no sucessor do programa (Auxílio Brasil).

O Bolsa Família atualmente atende cerca de 14 milhões de famílias, com um valor médio de R$ 189. Esses números foram obtidos por um levantamento feito pelo Estadão/Broadcast, baseado em um parecer emitido pelo Ministério da Cidadania no dia 02 de agosto de 2021.

Para minimizar o impacto da redução, o governo talvez crie um “benefício compensatório de transição” entre os valores de R$ 10 a R$ 173. No entanto, como o objetivo é que a compensação diminua ao passo que o Auxílio Brasil seja reajustado, as famílias podem permanecer anos com o valor congelado.

O que vai provocar a redução no Auxílio Brasil?

As questões que vão afetar o benefício no Auxílio Brasil são: falta de um critério de reajuste de elegibilidade e o valor que será repassado às famílias. Até o momento, os reajustes acontecem somente quando o Orçamento permite, sendo o último em 2018.

A redução do valor vai ocorrer devido dois fatores: a extinção do benefício básico repassado as famílias na faixa da extrema pobreza, de R$ 89, e ao corte no número máximo de benefícios recebido por filho menor de idade ou gestante (de sete para cinco).

Possíveis aumentos no benefício

No caso de unidades pobre com filhos mais jovens, as simulações do governo indicaram um possível aumento do benefício. Isso porque o Auxílio Brasil vai beneficiar com R$ 90, ao invés de R$ 41, as famílias com crianças de zero a três anos.

Se o Orçamento vier a receber recursos adicionais, há a possibilidade de o valor médio do benefício aumentar para R$ 194,45. Contudo, o governo pretende aumentar o valor para R$ 300. O reajuste ainda não foi confirmado, mesmo que sinalizado inúmeras vezes pelo presidente Jair Bolsonaro.

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