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Novo vírus raro provoca contágio na Bolívia e pode ser fatal

Foi confirmada a primeira transmissão entre humanos do novo vírus raro de Chapare, que causa febre hemorrágica e pode levar à morte.

Na Bolívia, foi confirmada nesta segunda-feira (16/11) a primeira transmissão entre humanos do novo vírus raro de Chapare. A notícia divulgada por cientistas americanos e bolivianos causa preocupação em meio à pandemia do novo coronavírus. O vírus pode causar febre hemorrágica e levar à morte.

O vírus Chapare infectou cinco pessoas em uma região de mesmo nome, próximo a La Paz, matando três delas em 2019. Antes disso, ele havia sido identificado no mesmo local em 2004.

A informação foi divulgada durante o congresso anual da Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene. A apresentação foi feita por especialistas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

Novo vírus raro provoca contágio e pode levar à morte!

O vírus, que teria sido originalmente transmitido para humanos por um tipo de rato, foi identificado pela primeira vez em 2004 na província boliviana de Chapare. De acordo com os cientistas do CDC, o “novo” vírus é de uma família viral, os arenavírus, que é capaz de causar febres hemorrágicas, como as do Ebola e da dengue.

A transmissão do arenavírus geralmente ocorre por contato direto das pessoas com roedores infectados, ou de forma indireta, através da urina ou fezes do roedor doente.

Em entrevista ao jornal The Guardian, a epidemiologista Caitlin Cossaboom, do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, explicou: “Nossa pesquisa confirmou que um jovem residente médico, um médico da ambulância e um gastroenterologista contraíram o vírus após terem contato com pacientes infectados. Agora, acreditamos que muitos fluidos corporais podem potencialmente carregar o vírus”, afirmou.

Sintomas

Ainda são poucas as informações sobre o novo vírus Chapare, mas os sintomas são parecidos com doenças conhecidas, como dengue ou do ebola, que podem culminar em febre hemorrágica e óbito.

De acordo com os trabalhos divulgados na segunda-feira, durante uma reunião da Sociedade Americana de Medicina e Higiene Tropical, os infectados em 2019 tiveram, além de febre, dores abdominais, vômitos, sangramento das gengivas, erupções cutâneas e dor atrás dos olhos.
Apesar de ser uma novidade preocupante, os cientistas tranquilizam quanto a possibilidade de evoluir para uma pandemia. Segundo eles, esse tipo de vírus é transmitido por fluidos corporais. Isso representa que podem ser melhores controlados do que aqueles transmitidos pelo ar, como o novo coronavírus. No entanto, isso não significa que eles não sejam perigosos, alertam os pesquisadores.

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