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Quer fazer terapia mas não sabe qual abordagem escolher? Veja dicas de especialista

Veja como foi a entrevista que fizemos com uma psicóloga.

Foi-se o tempo em que falar sobre terapia era “coisa de gente louca”. Na verdade, qualquer pessoa, independentemente de seu estado de saúde mental, teria benefícios ao fazer terapia.

A prática não serve apenas para tratar traumas, luto ou depressão, por exemplo, mas é também um excelente mecanismo de autoconhecimento e que pode nos ajudar a compreender diversos aspectos da nossa personalidade e da forma como nos relacionamos com outras pessoas.

Dentro da Psicologia, existem abordagens distintas, que estudam teorias diferentes e trabalham com os pacientes conforme a linha de cada autor. Uma psicóloga freudiana terá uma abordagem diferente de uma psicóloga junguiana ou que trabalha com terapia cognitivo-comportamental (TCC), por exemplo.

Para entender um pouco melhor essas diferenças, conversamos com a psicóloga Ketlin Monteiro Felipe de Oliveira, que atualmente trabalha em Aparecida de Goiânia (GO), onde exerce a função de Psicóloga Hospitalar.

Diferenças de abordagem na psicologia clínica

Ketlin nos falou sobre os tipos diferentes de abordagem psicológica, o que é bacana saber antes mesmo de buscar um profissional com o qual fazer terapia. Assim, você pode identificar a linha que combina melhor com o seu perfil e, a partir de então, encontrar um terapeuta que trabalhe dessa maneira.

Antes de qualquer coisa, Ketlin frisou que todas as abordagens são comprovadamente eficazes, e que, portanto, trazem resultados positivos aos pacientes. As diferenciações não se tratam de qual terapia é melhor ou pior, mas sim da forma como cada terapeuta trabalha. Algumas das abordagens mais populares são:

  • Psicanálise: Fundada por Freud, no final do século 19, a Psicanálise é a área da Psicologia que trabalha com as noções de inconsciente. Ketlin explica que o psicólogo que segue essa linha ajudará o paciente a acessar conteúdos inconscientes para que ele possa entender melhor os próprios sentimentos, os pensamentos e as suas atitudes;
  • Terapia Cognitivo-Comportamental: Essa abordagem entende que o adoecimento psicológico tem relação com a parte cognitiva, que envolve nossos pensamentos e as percepções que temos do mundo. A psicoterapia que segue a linha da TCC “visa identificar a crença central que está na origem dos comportamentos disfuncionais do indivíduo e promover uma análise e interpretações das experiências de vida. A partir de então, busca-se uma reestruturação cognitiva, visando uma modificação nas crenças e a construção de novos repertórios comportamentais e de pensamentos”;
  • Análise do Comportamento: A abordagem fundada por Skinner trabalha com o comportamento humano como um aspecto que sofre influências dos estímulos ambientais (físico, familiar, social, orgânico, etc.) que fazem parte da vida do paciente;
  • Abordagem Centrada na Pessoa ou Psicologia Humanista: A abordagem criada por Carl Rogers na década de 1950 entende que o ser humano tem uma tendência à realização. A psicoterapia aqui busca colaborar para que o indivíduo cresça e alcance seu melhor potencial;
  • Gestalt: Essa linha terapêutica acredita que o ser humano é um ser de escolhas e, por isso, tem o intuito de ampliar a awareness, que é a consciência que se tem de algo, e ajudar o indivíduo a focar no “aqui e agora”. A terapia Gestalt “busca retomar o processo de autorregulação interrompido pelos processos psicopatológicos, bem como facilitar o autodesenvolvimento das pessoas”.

Existem ainda mais abordagens dentro da Psicologia, mas as mais comuns são essas citadas por Ketlin. Lembre-se de que a psicoterapia é sempre uma tentativa, por isso é importante começar e ver se há uma boa relação com o profissional. Se não der certo, tente outra abordagem até encontrar uma que atenda às suas necessidades.

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