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Parlamentares protocolam pedido de extensão do auxílio emergencial

A extensão do auxílio emergencial tem sido um assunto bastante debatido nos últimos dias. O período de calamidade pública se encerra em 31 de dezembro de 2020. No entanto, parlamentares pedem pela prorrogação do prazo por mais três meses. Como consequência, o benefício de R$ 300 também seria prolongado.

Os estudos culminaram num pedido que chegou a ser protocolado e agora deve ser votado em Plenário da Câmara. No entanto, o presidente Bolsonaro já chegou a negar a extensão do benefício para 2021. “Eu sei que os R$ 600 é pouco para quem recebe, mas é muito para o Brasil. Tem que ter responsabilidade para usar a caneta BIC. Não dá para ficar muito tempo mais com esse auxílio porque o endividamento nosso é monstruoso,” afirmou.

Os congressistas acreditam que esta seria uma boa alternativa do governo enquanto não encontram uma forma de financiar o Renda Cidadã. O programa social irá substituir o Bolsa Família, aumentando o número de beneficiários e o valor pago. No entanto, ainda não se sabe de onde o governo irá retirar o dinheiro para os pagamentos.

Ministro da economia é contra prorrogação do benefício

Entre os parlamentares que são a favor da proposta, está o senador Vanderlan Cardoso. “Eu acredito que vai se estender por pelo menos mais dois ou três meses, pelo menos no início do ano. Essa pandemia até o fim do ano não vai diminuir assim, e o decreto é o caminho”, disse. Contudo, ele reconhece que o governo não prevê nova extensão do auxílio emergencial.

Apesar do movimento pela prorrogação, o ministro da Economia, Paulo Guedes, negou a possibilidade de mais meses do benefício. Na fala que foi dada em outubro de 2020, ele afirmou que não é a intenção do governo prolongar a ajuda de custo, pois deve haver cuidado com o orçamento. “Temos de ter responsabilidade pelo nosso Orçamento e mostrar que temos responsabilidade e força para pagar pela nossa própria guerra, e não deixar [a conta] para nossos filhos”, pontuou.

Guedes disse que poderia abrir brecha orçamentária para o próximo ano, porque “se a COVID voltar em 2021, é diferente. Mas é totalmente indesculpável usar uma doença para pedir estímulo artificial. Isso é uma fraude, é falso, é indesculpável, é má política. É comprometer a futura geração por um ato covarde”.

Inicialmente o auxílio foi criado no valor de R$ 600 e seria distribuído em três parcelas. Entretanto, com a continuidade da pandemia de coronavírus, o governo viu a necessidade de prorrogar o benefício por mais dois meses. Em setembro, foi aprovada uma terceira extensão do auxílio emergencial, dessa vez na quantidade de quatro parcelas em valor reduzido (R$ 300). Por enquanto, o calendário de pagamentos prevê depósitos apenas até o final de dezembro.

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